19 de setembro de 2012

A febre do tango [Mia]

Ontem, nessas luas que suscitam os mais profundos sentimentos, o tango atingiu-me no peito.
Parece que nada mais faria sentido se eu não me dispussesse a bailar, atendendo a tão insistente apelo.
Me faz desejar quem me gire cabeça, a ponto de não haver pausas para pensamentos.
Veio não sei de onde, exige de mim a entrega, completa fusão.
E eu, ilógicamente domada por essa repentina febre, entrego-me ao caos total dos meus sentidos.
Não me importa o que acontecerá, apenas padeço dessa terrível doença, impossível de cura.